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Nestes últimos tempos, tenho estado envolvida em projetos de públicos bem diferentes, e os que me chamaram atenção para estudo e entendimento de uma forma mais intensa foram os que envolveram crianças.

Os projetos infantis têm vários diferenciais para se considerar ao planejar interfaces. E, sem dúvida nenhuma, um ponto extremamente importante é a diversão.

E diversão é coisa séria em se tratando de envolvimento infantil. Como arquitetura de informação é estruturada em processos, metodologias, objetivos e todo essa conversa “de aparência quadrada” que faz a diversão ficar anos luz de distância, a pergunta que não me saáa da cabeça era: Como deixar a experiência divertida, funcional e, de quebra, educativa?

A busca pela resposta está sendo frenética, muita coisa boa tem aparecido, e Piaget virou meu grande amigo inteligente. Obviamente os insumos dessas pesquisas foram grandes e geraram alguns bons artigos traduzidos e alguns com adaptações sobre cognição infantil para interfaces de computadores.

Pretendo dividir aqui esta série de aprendizados, lembrando aos mais distraídos que crianças atualmente nascem inseridas no ambiente digital. Muitas coisas estão sendo criadas para esse público e precisamos entendê-lo e adequar as funcionalidades dos ambientes digitais.

Hoje uma grande quantidade de softwares educacionais, sites infantis, jogos, aplicativos de smartphone e uma infinidade de novos produtos voltados para essa faixa etária está sendo criada e consumida ativamente.

Isso é um sinal claro de mudança de formato, no aprendizado e no consumo digital para receber esses internautas. Afinal, antes de tudo, criança é um público que gosta de se divertir, de imaginar, de descobrir.

Nesses estudos, encontrei um interessante artigo chamado “Assessing Usability and Fun Educational Software”, de Stuart MacFarlane, Gavin Sim e Mathew Horton que investiga a relação entre usabilidade e diversão em software educativo.

Achei muito pertinentes os pontos que levantaram e, embora sem ir muito a fundo na ideia, nos provoca a pensar que é preciso um estudo especial para garantir diversão e usabilidade com eficiência.