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		<title>Design é projeto, não ilustração</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 11:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente acompanhei uma discussão, num grupo do Linkedin, que começava com a afirmação de que atualmente havia um certo &#8220;excesso de design&#8221; em muitos sites. Essa afirmação se referia, na verdade, ao excesso de elementos gráficos, tipos, cores, formas, ilustrações e imagens, em detrimento da qualidade da informação ou da função prática da página. Enfim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente acompanhei uma discussão, num grupo do Linkedin, que começava com a afirmação de que atualmente havia um certo &#8220;excesso de design&#8221; em muitos sites. Essa afirmação se referia, na verdade, ao excesso de elementos gráficos, tipos, cores, formas, ilustrações e imagens, em detrimento da qualidade da informação ou da função prática da página. Enfim, firulas demais e conteúdo de menos.</p>
<p>Mas será que podemos mesmo chamar todos esses excessos de &#8220;design&#8221;?</p>
<p>Menos é mais, acredite.</p>
<p>Esse &#8220;excesso de design&#8221; citado na discussão vem a ser, na verdade, um excesso de elementos estéticos desprovidos de função, e nenhum elemento deveria estar em uma interface sem possuir uma função definida. O design deve agregar apenas elementos que possuam um objetivo dentro da função do produto.</p>
<p>Em muitos casos, partir para o minimalismo e privilegiar a funcionalidade seria o ideal. O problema é que fazer o mais &#8220;simples&#8221; é sempre mais difícil. O excesso de recursos, de elementos estéticos ou de conteúdos vem justamente da falta de refinamento e da capacidade de sintetizar a mensagem, principalmente numa mídia tão efêmera como a web. Todo esses excessos mostram na verdade a falta de um design bem projetado.</p>
<p>Podemos dizer também que parte desse excesso advém da falta de parâmetro profissional para delinear projetos de forma concisa. Essa, na minha opinião, é uma das consequências da falta de uma regulamentação da nossa profissão.<br />
Design = Projeto</p>
<p>No livro+DVD Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil da editora Cosac Naify, o designer gráfico Alexandre Wollner dá uma grande contribuição nessa discussão, explicando o que é o design em sua concepção:</p>
<p>Design é projeto, não ilustração. Capa de disco não é design, caixa de sabão em pó não é design. Se eu projetar a caixa para fazer com que o pó caia facilmente, isso é design. Mas pegar uma caixa quadrada ou retangular e pintá-la de vermelho e branco não é. Isso até poderia ser design se se tratasse de uma linha de produtos, pois a preocupação com o comportamento da identidade de uma empresa entraria como parte da ilustração das caixas. Quem fizer apenas a ilustração de uma caixa e submetê-la à pesquisa de mercado vai acabar fazendo o que a McCann Erickson fazia tempos atrás, quando eu trabalhava lá. Eles produziam milhares de versões de embalagens dos cigarros Continental para o cliente escolher. Isso pode ser design?</p>
<p>Compartilhando dessa mesma linha de raciocínio, posso dizer que na web o design refere-se a um projeto visual, funcional e interativo, coisa que vai muito além da produção estática. Dentro do projeto de um website, o design encerra todo um projeto em si, analisando requisitos e público-alvo, planejando e implementando soluções em usabilidade e interação. É claro que elementos estéticos (imagens, tipos, cores e formas) possuem sua função psicodinâmica, mas ela não funciona de forma isolada em um website, e sim integrada à arquitetura de informação e a conteúdos, à usabilidade e à interatividade da interface. Para que tudo isso possua uma sintonia, é imprescindível um projeto bem elaborado.</p>
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		<title>Diversão X Usabilidade</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 11:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nestes últimos tempos, tenho estado envolvida em projetos de públicos bem diferentes, e os que me chamaram atenção para estudo e entendimento de uma forma mais intensa foram os que envolveram crianças. Os projetos infantis têm vários diferenciais para se considerar ao planejar interfaces. E, sem dúvida nenhuma, um ponto extremamente importante é a diversão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes últimos tempos, tenho estado envolvida em projetos de públicos bem diferentes, e os que me chamaram atenção para estudo e entendimento de uma forma mais intensa foram os que envolveram crianças.</p>
<p>Os projetos infantis têm vários diferenciais para se considerar ao planejar interfaces. E, sem dúvida nenhuma, um ponto extremamente importante é a diversão.</p>
<p>E diversão é coisa séria em se tratando de envolvimento infantil. Como arquitetura de informação é estruturada em processos, metodologias, objetivos e todo essa conversa &#8220;de aparência quadrada&#8221; que faz a diversão ficar anos luz de distância, a pergunta que não me saáa da cabeça era: Como deixar a experiência divertida, funcional e, de quebra, educativa?</p>
<p>A busca pela resposta está sendo frenética, muita coisa boa tem aparecido, e Piaget virou meu grande amigo inteligente. Obviamente os insumos dessas pesquisas foram grandes e geraram alguns bons artigos traduzidos e alguns com adaptações sobre cognição infantil para interfaces de computadores.</p>
<p>Pretendo dividir aqui esta série de aprendizados, lembrando aos mais distraídos que crianças atualmente nascem inseridas no ambiente digital. Muitas coisas estão sendo criadas para esse público e precisamos entendê-lo e adequar as funcionalidades dos ambientes digitais.</p>
<p>Hoje uma grande quantidade de softwares educacionais, sites infantis, jogos, aplicativos de smartphone e uma infinidade de novos produtos voltados para essa faixa etária está sendo criada e consumida ativamente.</p>
<p>Isso é um sinal claro de mudança de formato, no aprendizado e no consumo digital para receber esses internautas. Afinal, antes de tudo, criança é um público que gosta de se divertir, de imaginar, de descobrir.</p>
<p>Nesses estudos, encontrei um interessante artigo chamado “Assessing Usability and Fun Educational Software”, de Stuart MacFarlane, Gavin Sim e Mathew Horton que investiga a relação entre usabilidade e diversão em software educativo.</p>
<p>Achei muito pertinentes os pontos que levantaram e, embora sem ir muito a fundo na ideia, nos provoca a pensar que é preciso um estudo especial para garantir diversão e usabilidade com eficiência.</p>
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		<title>O que é acessibilidade?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 11:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A expressão “acessibilidade”, presente em diversas áreas de atividade, tem também na informática um importante significado. Representa para o nosso usuário não só o direito de acessar a rede de informações, mas também o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A expressão “acessibilidade”, presente em diversas áreas de atividade, tem também na informática um importante significado.</p>
<p>Representa para o nosso usuário não só o direito de acessar a rede de informações, mas também o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos.</p>
<p>Não é fácil, a princípio, avaliar a importância dessa temática associada à concepção de páginas para a web. Mas os dados W3C (Consórcio para a WEB) e WAI (Iniciativa para a Acessibilidade na Rede) apontam situações e características diversas que o usuário pode apresentar:</p>
<p>1. Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade &#8211; quando não a impossibilidade &#8211; de interpretar certos tipos de informação.</p>
<p>2. Dificuldade visual para ler ou compreender textos.</p>
<p>3. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.</p>
<p>4. Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet.</p>
<p>5. Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito.</p>
<p>6. Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.</p>
<p>7. Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.</p>
<p>Essas diferentes situações e características precisam ser levadas em conta pelos criadores de conteúdo durante a concepção de uma página.</p>
<p>Para ser realmente potencializador da acessibilidade, cada projeto de página deve proporcionar respostas simultâneas a vários grupos de incapacidade ou deficiência e, por extensão, ao universo de usuários da web.</p>
<p>Os autores de páginas em HTML obtêm um maior domínio sobre as páginas criadas, por exemplo, com a utilização e divisão de folhas de estilo para controle de tipos de letra, e eliminação do elemento FONT.</p>
<p>Assim, além de torná-las mais acessíveis a pessoas com problemas de visão, reduzem seu tempo de transferência, em benefício da totalidade dos usuários.</p>
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